O projeto PREMI – Plataforma Regional Mar Inteligente junta sete entidades, incluindo o INESC TEC, na descoberta empreendedora, definição de prioridades estratégicas e identificação de eixos de ação cruciais para a Economia do Mar. O objetivo é apoiar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) na impulsão das capacidades tecnológicas e científicas relacionadas com o oceano nesta região do país.
Financiada pelo programa NORTE2030, a PREMI dedica-se, concretamente, ao suporte e capacitação da PREI REM – Plataforma Regional de Especialização Inteligente para a área dos Recursos e Economia do Mar. O raio de ação do projeto passa, nomeadamente, pela avaliação dos recursos marinhos existentes, diagnóstico das necessidades de investimento em infraestruturas científicas e tecnológicas e identificação de projetos âncora.
“A PREMI figura como instrumento estratégico para a região Norte. Ao agregar várias instituições que trabalham na área do mar, será possível ajudar a CCDR-Norte a perceber quais as áreas centrais de desenvolvimento científico-tecnológico para a Economia Azul”, destaca Diana Viegas, coordenadora do INESCTEC.OCEAN e investigadora do INESC TEC.
A iniciativa procura um diálogo ativo com os diversos atores da indústria do mar, de modo a realizar uma radiografia crítica e holística das necessidades a suprir e das potencialidades a catalisar na Economia Azul. No final, pretende-se que as conclusões desta análise multidimensional sejam capazes de elucidar prioridades de investimento e linhas de ação claras para o crescimento sustentável das várias atividades relacionadas com o mar.




Esta relação aberta aos vários agentes no mercado também fomentará a valorização das cadeias de especialização inteligente, além de contribuir para um sistema regional de inovação robusto no Norte de Portugal.
O consórcio fundador da PREMI é constituído por sete entidades: entre centros de I&D+I e entidades públicas, figuram INESC TEC, Fórum Oceano, B2E – Associação para a Bioeconomia Azul, CENTITVC – Centro de nanotecnologia e Materiais Técnicos Funcionais e Inteligentes, Instituto Politécnico de Viana do Castelo e Universidade do Minho. O projeto é liderado pelo CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto.
Formada por elementos de todos os membros do consórcio, a equipa do projeto está organizada em seis grupos de trabalho. Cada agrupamento está dedicado a objetos de estudo distintos: Monitorização Permanente do Oceano, Biossistemas Costeiros, Biotecnologias e Circularidade da Economia, Materiais Avançados e Tecnologias Oceânicas, Aquacultura e Energias Oceânicas. A coordenar o último grupo de trabalho listado está Bernardo Silva, investigador e responsável pela área de Energias Renováveis do INESC TEC, também professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).


“A associação a esta iniciativa comprova a experiência de desenvolvimento tecnológico e aplicações para o mar demonstrada pelo INESC TEC”, realça Diana Viegas. A investigadora do INESC TEC reforça que o contributo do Instituto, “junto dos restantes stakeholders, permitirá apoiar a região Norte na definição de políticas públicas que impulsionem o desenvolvimento das atividades económicas relacionadas com a Economia Azul”.
A PREMI contempla, ainda, a capacitação de novas competências para o mar, ao identificar e desenvolver propostas de programas de formação. Virada para a sociedade em geral, as atividades de literacia oceânica também visam promover maior conhecimento e sensibilização para a valorização dos recursos marinhos e a sustentabilidade dos oceanos.
Financiado em 646.921 euros pelo programa NORTE2030, o projeto PREMI estará em vigor até janeiro de 2028.