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INESCTEC.OCEAN como motor de “disrupção azul”: assim foi o segundo Workshop de Governança

INESCTEC.OCEAN como motor de “disrupção azul”: assim foi o segundo Workshop de Governança

Em mais uma edição do workshop, o Centro de Excelência liderado pelo INESC TEC explorou a visão, missão e linhas de ação para gerar impacto na várias dimensões do oceano. Do ambiente à sociedade, com olhar atento para a política e Indústria do Mar, o INESCTEC.OCEAN e respetivos parceiros saíram da sessão com uma perspetiva mais clara da carta a navegar rumo à transformação da Economia Azul nacional.

No final do mês de abril, o INESC TEC voltou a dar as boas-vindas a mais uma edição do Workshop de Governança do INESCTEC.OCEAN. A equipa do Centro de Excelência, a administração do Instituto, os parceiros de consórcio e demais participantes voltaram às mesas de trabalho para, desta vez, se debruçarem sobre “o desenvolvimento de uma proposta de valor”, aponta Marta Barbas, membro da equipa de gestão para a Estratégia de Governação do INESCTEC.OCEAN.

“Revisitar os conceitos de missão, visão e proposta de valor foi um exercício estratégico essencial para garantir que o Centro de Excelência mantém uma identidade clara, diferenciadora e alinhada com os desafios e oportunidades futuras” do ecossistema azul, sublinha Marta Barbas.

A também Adjunta do Conselho de Administração do INESC TEC acrescenta que o trabalho desenvolvido ao longo dos dois dias de workshop “permitiu consolidar o propósito coletivo do Centro” e “reforçar a relevância do seu contributo científico, tecnológico e social”.

“Foi uma oportunidade para alinhar pessoas, objetivos e prioridades estratégicas, garantindo uma direção comum e uma atuação consistente e partilhada para o futuro do Centro”, reitera.

Segundo Diana Viegas, Coordenadora do INESCTEC.OCEAN, o trabalho desenvolvido será “contínuo e constantemente revisitado” depois deste workshop: “Em particular no caso da proposta de valor, o resultado que se obteve foi algo embrionário e obtido junto dos parceiros de consórcio. Teremos de fazer igual análise junto dos nossos beneficiários e stakeholders”, salienta.

Uma opinião que é partilhada por Marta Barbas, a qual realça “não se tratar de um trabalho cristalizado, mas sim de um processo de consolidação contínua”. Segundo a responsável pela Estratégia de Governação do INESCTEC.OCEAN, os conceitos de missão, visão e proposta de valor abordados “devem evoluir em função da maturidade do Centro, dos desafios científicos e tecnológicos, das necessidades dos parceiros e da própria dinâmica do ecossistema em que o Centro atua”.

Por outro lado, a presenças dos parceiros de consórcio – SINTEF, APDL e Fórum Oceano – voltou a ser essencial: “As perspetivas externas que recebemos dão-nos uma visão clara sobre diferentes modelos de governação e organização interna, distintas daquilo que o INESC TEC apresenta”, explica Diana Viegas. A também investigadora do Instituto destaca que os inputs recolhidos irão contribuir para o “horizonte de um modelo de governança para o INESCTEC.OCEAN”.

A participação dos parceiros “trouxe perspetivas complementares, experiência prática e uma visão mais abrangente sobre os desafios e oportunidades do setor, permitindo enriquecer a reflexão estratégica e validar opções de posicionamento, prioridades e áreas de atuação” do INESCTEC.OCEAN, frisa Marta Barbas.

No final, o que o trabalho desenvolvido no mais recente evento permitiu foi “estabelecer um ponto de partida”, enfatiza Marta Barbas. “Este tipo de workshops permitirá evoluir para uma discussão concreta sobre como operacionalizar a ambição do Centro de Excelência, criando bases sólidas para um modelo de governança robusto, colaborativo e sustentável.”

Depois deste segundo evento – e de uma primeira edição focada especificamente na organização e estruturação do INESCTEC.OCEAN -, as próximas edições programadas deverão “aprofundar temas mais operacionais e de tomada de decisão” do primeiro Centro de Excelência em Investigação e Engenharia do Oceano de Portugal.

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